Como saber se você está tendo prejuízo nos serviços

A maioria das empresas de assistência técnica industrial só descobre que um projeto deu prejuízo depois de terminar. Tem como evitar isso.

Contrato de manutenção preventiva: R$ 15.000. Parece bom. A equipe executa, compra peças de três fornecedores diferentes, faz duas visitas extras que não estavam previstas, e o serviço leva uma semana a mais do que o planejado.

O cliente paga. Você comemora os R$ 15.000 no faturamento.

Seis meses depois, alguém resolve somar tudo o que foi gasto naquele projeto. Peças: R$ 9.200. Mão de obra: R$ 5.800. Deslocamento: R$ 2.000. Total: R$ 17.000. Prejuízo: R$ 2.000. E ninguém percebeu na hora.

Agora multiplica isso por 3 ou 4 projetos por ano que dão prejuízo sem você saber. São R$ 6.000 a R$ 8.000 jogados fora. Todo ano. Silenciosamente.

O custo está espalhado em 4 gavetas diferentes

Você não perde dinheiro por incompetência. Perde porque o custo de cada projeto está fragmentado:

  • Peças compradas de fornecedores diferentes, em momentos diferentes, em notas fiscais separadas
  • Mão de obra que ninguém registra por projeto (entra como folha de pagamento geral)
  • Deslocamento que vira despesa operacional genérica, não custo do serviço específico
  • Retrabalho que consome horas da equipe mas não aparece em nenhum relatório

Sem juntar essas 4 gavetas em tempo real, a margem do projeto é um palpite. E palpites não protegem o caixa.

Quando você descobre o prejuízo, já é tarde

A maioria dos donos de assistência técnica só vê o resultado no DRE do contador, no final do mês. Mas o DRE mostra a empresa inteira, não cada projeto. Um projeto que deu R$ 5.000 de lucro esconde outro que deu R$ 3.000 de prejuízo. No consolidado, parece que está tudo bem. Nos projetos individuais, um está sangrando o outro.

O momento certo de saber se o projeto dá lucro é enquanto ele ainda está em andamento. Porque nesse momento você ainda pode agir:

  1. Renegociar com o cliente antes de entregar (“o escopo mudou, o custo subiu”)
  2. Cortar custos no que resta da execução
  3. Parar o sangramento e limitar o prejuízo a um valor controlado

Depois de entregar, acabou. O prejuízo está feito. Você executou um serviço de R$ 15.000 que custou R$ 17.000 e nem ficou sabendo.

O que muda quando a margem fica visível

O Bento junta as 4 gavetas automaticamente. Cada peça comprada, cada hora registrada, cada despesa vinculada ao projeto. Em tempo real. Você abre a OS e vê:

  • Quanto já foi gasto: R$ 12.400
  • Quanto vai ser cobrado: R$ 15.000
  • Margem atual: R$ 2.600 (17%)

Se os custos continuarem subindo e a margem cair abaixo de zero, o Bento avisa. Antes de você entregar. Antes de perder dinheiro.

A pergunta que vale R$ 8.000 por ano

Dos serviços que sua empresa executou nos últimos 3 meses, em quantos você sabe a margem real? Não o palpite. A margem real, com todos os custos somados.

Se a resposta for “nenhum”, você não está trabalhando errado. Está trabalhando no escuro. E no escuro, prejuízo parece lucro até o caixa secar.